Certamente uma indústria ou empresa qualquer tem muitos afazeres e preocupações ligados à produção, à segurança, aos pedidos dos clientes, às contas a pagar, folhas de pagamento e daí por diante.

Nesse cenário, alguns fatores que não dizem respeito a essa rotina podem parecer secundários ou até dispensáveis. Mas pensar assim seria um erro, especialmente se considerarmos as questões de segurança!

Como costumam dizer, a segurança não parece importante até precisarmos dela. Em um ambiente de trabalho ela diz respeito a vários dispositivos e atitudes preventivas que visam a evitar acidentes.

Essas frentes de prevenção e cuidado remetem a:

  • Equipamentos de Proteção Individual;

  • Extintores e artigos de emergência;

  • Sistemas de Detecção de Incêndio;

  • Central de alarme de incendio;

  • Sensores nas instalações elétricas;

  • Sensores de maquinários pesados;

  • Cuidados com a rede hidráulica.

Continue a leitura deste artigo para compreender um pouco mais sobre a rotina de trabalho dos consultores de segurança. E sobre dicas de como manter seu estabelecimento em dia com as leis pertinentes.

Os EPIs, a rotina de trabalho e a legislação

Quando se fala em segurança do trabalho a primeira coisa que nos ocorre é, provavelmente, o universo dos equipamentos de EPI. De fato, a importância deles é evidente e as leis trabalhistas o preveem há décadas.

Neste caso a dica é nunca deixar de vistoriar a rotina dos operários. O papel do bom gestor começa em saber desenhar um programa de segurança que faça sentido em relação aos riscos reais de cada funcionário.

Não adianta, por exemplo, utilizar apenas um protetor ocular se a máquina que operada também oferece riscos aos ouvidos. Nem faz sentido reforçar na proteção de máscaras se o ambiente emite forte poluição sonora.

Ademais, é papel do gestor acompanhar o uso corrente dos EPIs. Infelizmente, no Brasil a incidência de acidentes de trabalho que poderiam ter sido evitados é bastante grande.

Embora o próprio colaborador deva ter consciência da importância do assunto e de que o que está em jogo é sua saúde ou mesmo sua vida, também é papel dos gestores fiscalizar a rotina da produção industrial.

Os EPIs mais comumente utilizados são:

  • Filtros e máscaras;

  • Viseiras e óculos;

  • Abafadores de ruídos;

  • Mangotes e luvas;

  • Botinas e botas;

  • Protetores auriculares;

  • Cintos e cinturões;

  • Capacetes.

Ao contrário do que se pensa muitas vezes, as leis trabalhistas que lidam com a segurança e a medicina do trabalho não são novas.

A principal delas consta da própria Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). É a lei de nº 6514, de dezembro de 1977. As penalidades para o descumprimento atingem ambas as partes.

O patrão pode ser multado em valores bem altos; ao passo que o funcionário que negligencia o uso mesmo após aviso pode ser demitido.

Os projetos de combate a incêndio

Outro universo da segurança do trabalho, este mais abrangente, diz respeito ao projeto de alarme de incêndio. Essa demanda é muito mais ampla e engloba estabelecimentos de todos os tipos e tamanhos.

O primeiro aspecto do combate a incêndios também remete às leis e ao cumprimento de normas e diretrizes. Em alguns casos essas exigências são federais, em outros municipais e variam conforme a cidade.

Atualmente toda edificação está incluída nessas normas. As questões legais e práticas mais comuns dizem respeito a:

  • Adaptações de espaços e cômodos;

  • Placas auxiliadoras para os frequentadores;

  • Fiscalizações rotineiras nos espaços aprovados;

  • Manutenção preventiva e corretiva dos dispositivos;

  • Licenças e alvarás do Corpo de Bombeiros.

Realmente, as instalações que um espaço de acesso público pede vão muito além de um simples extintor de incêndio.

Alguns prédios do governo, por exemplo, recebem tanta gente que qualquer incidente poderia resultar em tragédia se não fosse o papel e suporte de uma rede de instalações, sensores, aparatos e profissionais da área.

O mercado de soluções e acessórios

Em torno dessas exigências legais, e com a conscientização e crescimento do bom senso geral, todo um mercado de consultoria e venda de dispositivos tem se aquecido cada vez mais.

Hoje os distribuidores de extintores, máscaras, sprinklers, plaquetas e demais acessórios estão entre um dos ramos comerciais que mais crescem em todo o país.

Algumas soluções arquitetônicas também tendem a ser resgatadas. É o caso do hidrante. Nas últimas décadas eles foram bastante negligenciados, e segundo dados do Corpo de Bombeiros a maioria deles já está inativa.

Porém, existem leis que obrigam a presença deles em condomínios e edifícios, então é bom redobrar a atenção também nesse quesito.