Dos vários nichos e setores menores da construção civil, um dos mais importantes – sem dúvida – é o da vedação e impermeabilização. Afinal, tal questão costuma ser cara tanto a residências e domicílios quanto a empresas e edificações corporativas, mas é de extrema importância para a manutenção das estruturas.

De fato, um processo impermeabilizante bem feito é capaz de evitar uma infinidade de transtorno futuros, a maioria deles ligados a:

  •  Rachaduras na parede;

  • Infiltração de água;

  • Fissuras no telhado;

  • Mofos e bolores.

Uma antiga preocupação

Naturalmente, o ideal é que os cuidados desse tipo de processo sejam tomados já nos estágios iniciais da edificação/construção de qualquer obra da engenharia civil.

Alguns desses cuidados dizem respeito à aplicação de mantas especiais, resinas, tintas químicas e uma série de medidas altamente técnicas e complicadas, reservadas aos especialistas da área.

Outros cuidados, porém, são mais populares e tradicionais na área da construção desde há muito tempo. É o caso, por exemplo, das telhas, rufos e calhas; além de algumas tintas especiais vendidas em casas de construção.

Esses exemplos são bastante didáticos, pois remetem, no fundo, a nada mais que a preocupação com o vazamento de água, que é a mesma preocupação do setor de vedação e impermeabilização.

Os rufos são dispositivos que impedem a entrada de água da precipitação de chuva em quinas da laje e emendas de telhas e telhados. Ao chocar-se com ele a maior intensidade da água é desviada.

As calhas são dispositivos horizontais que transportam a água escorrida dos rufos até as quedas da calha vertical que despeja a corrente de líquido indesejado nos jardins, calçadas ou esgotos da construção.

O que é impermeabilização estrutural?

Hoje já se fala em impermeabilização estrutural. As técnicas estruturais de impermeabilização podem ser aplicadas na resolução de uma série de problemas e segmentos, tais como:

  •  Em porões úmidos;

  • Em abóbadas subterrâneas;

  • Em túneis, viadutos e galerias;

  • Em estacionamentos subterrâneos;

  • Em estações de tratamento de água;

  • Em piscinas, caixas d’águas, etc.

A impermeabilização estrutural representa um setor à parte e uma profissão de importância vital a qualquer tipo de edificação moderna.

Normas e diretrizes

Tais procedimentos exigem que a empresa prestadora de serviço treine bem os seus funcionários e lide apenas com profissionais qualificados para manusear os equipamentos e produtos químicos implicados nas diversas soluções da área.

Pensando nisso, a própria ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) emitiu uma série de resoluções, normas e diretrizes que visam regular toda a parte de instalação e manutenção operada pelo segmento.

O próprio IBI (Instituto Brasileiro de Impermeabilização) cuida de publicar anualmente e disseminar essas diretrizes fundamentais para as empresas e profissionais da área.

As principais são a NBR 15575 e a NBR 16548.

Solução para as superfícies verticais

O mais importante é deixar claro que mesmo que a construção não tenha sido feita do modo correto, é possível corrigir o problema por meio das soluções aplicadas pelos melhores profissionais da área.

Quando o caso é esse, a impermeabilização de paredes internas é um dos recursos mais comuns. Embora muitos problemas assim sejam oriundos do telhado ou da varanda, a quantidade de infiltrações que acabam eclodindo problemas nas superfícies verticais é maior.

As etapas do processo são as seguintes:

  •  Extração da pintura;

  • Retirada do reboco;

  • Selamento das fissuras;

  • Adição do impermeabilizante;

  • Nova pintura e finalização.

O que precisa ficar claro neste caso é que não adianta recorrer à impermeabilização de paredes se o problema não tiver se originado na própria superfície.

De fato, se o agravante estiver em infiltração vinda de outra região (às vezes a simples temperatura do solo pode gerar mofo e problemas semelhantes), é preciso encontrar, antes, a fonte do problema.

O exemplo dos prédios espelhados

Uma solução comum a prédios corporativos, bastante criativa e que evita o problema, é a que ficou conhecida como pele de vidro preço.

Trata-se de uma parede que não é estrutural em relação à edificação. Essa parede costuma ser espelhada. Sua vantagem é que ela envolve todo o edifício, como se estivesse “encaixotando” a construção.

Além de mitigar as intempéries da natureza ligadas às precipitações de chuva e de dar um toque estético incrível que torna o prédio “espelhado”, essa pele/parede permite uma maior entrada de luz natural durante todas as épocas do ano, o que também evita a umidade.

Além de lidar de modo especial com o problema da infiltração de água, esse recurso ainda protege a edificação contra rajadas de ventos e afins, por transferir as camadas de vento com maior facilidade, graças à natureza refletora do vidro.